O que o DR faz
O dispositivo DR (diferencial residual) compara a corrente que entra e a que sai do circuito. Se parte da corrente estiver "vazando" para a terra — por exemplo, passando pelo corpo de uma pessoa — ele desarma em frações de segundo, antes que a fuga chegue a um nível perigoso.
Sensibilidade: 30 mA é a regra para proteção de pessoas
DRs de alta sensibilidade (até 30 mA) são os exigidos para proteção contra choques em circuitos de uso geral. Sensibilidades maiores (100 mA, 300 mA) existem, mas servem para proteção contra incêndio em quadros maiores — não substituem o de 30 mA nos circuitos terminais.
Onde é obrigatório (NBR 5410)
- Tomadas de uso geral em áreas internas
- Circuitos de áreas externas
- Circuitos que alimentam banheiros, cozinhas e áreas de serviço
- Circuitos de piscinas e saunas (com exigências adicionais)
Tipos: AC, A e B
Tipo AC detecta correntes de fuga alternadas senoidais — o mais comum em instalações residenciais simples. Tipo A também detecta componentes pulsantes contínuas, exigido quando há eletrônica embarcada (carregadores, variadores de frequência, eletrodomésticos modernos). Tipo B cobre também correntes contínuas puras, usado em cenários específicos como carregadores de veículo elétrico.
Um DR geral ou um por circuito?
Um único DR geral protege toda a instalação, mas qualquer fuga em qualquer circuito derruba tudo. Distribuir DRs por circuito (ou por grupo de poucos circuitos) mantém o resto da casa funcionando quando um problema pontual desarma só aquele trecho — mais caro na instalação, mais prático no dia a dia.