Guia técnico: queda de tensão e dimensionamento de condutores
A queda de tensão é a diferença entre a tensão na origem do circuito (o quadro) e a tensão que chega na carga. Ela acontece porque todo condutor tem resistência: quanto mais longo o circuito, maior a corrente e menor a seção do cabo, maior a perda. O resultado prático é aquecimento, lâmpadas com brilho reduzido, motores com torque baixo e chuveiros que esquentam menos.
Fórmulas
Para circuitos monofásicos e bifásicos (dois condutores carregados):
Para circuitos trifásicos equilibrados:
- ρ: resistividade do condutor. A 20 °C, cobre = 0,01724 e alumínio = 0,0282 Ω·mm²/m. Ela aumenta com a temperatura, por isso a calculadora corrige o valor.
- L: comprimento do circuito, em metros.
- I: corrente de projeto, em ampères.
- S: seção nominal do condutor, em mm².
- V: tensão nominal do circuito (entre fases no trifásico).
Limites da NBR 5410 (item 6.2.7)
| Situação | Queda máxima |
|---|---|
| Qualquer circuito terminal | 4 % |
| Total, instalação alimentada por ramal de baixa tensão da concessionária | 5 % |
| Total, instalação com transformador ou gerador próprio | 7 % |
| Motores durante a partida | 10 % |
Os limites acima consideram a queda acumulada desde a origem da instalação. Consulte sempre a edição vigente da norma e o padrão da concessionária local.