O disjuntor protege o fio, não o aparelho
Regra número um: o disjuntor existe para proteger o condutor contra sobrecarga e curto-circuito — não para proteger o equipamento ligado nele. Por isso a escolha começa pela bitola do cabo já definida, não pelo aparelho.
1. Corrente nominal (In)
A corrente nominal do disjuntor deve ficar entre a corrente de projeto do circuito e a corrente admissível do condutor: Ib ≤ In ≤ Iz (Ib = corrente de projeto, In = nominal do disjuntor, Iz = admissível do cabo). Na prática, arredonde para o disjuntor comercial imediatamente acima da corrente calculada, sem ultrapassar o que o cabo aguenta.
2. Curva de disparo
Curva B para cargas resistivas (iluminação, chuveiro, tomadas em geral), curva C para cargas com pico de partida (motores, compressores, ar-condicionado). Veja a tabela de curva B × C para comparar.
3. Capacidade de interrupção
É a maior corrente de curto-circuito que o disjuntor aguenta desarmar com segurança, sem soldar os contatos. Para instalações residenciais comuns, 3 kA ou 4,5 kA costuma bastar; entradas maiores ou próximas do transformador exigem valores maiores, calculados pela corrente de curto disponível no ponto.
Exemplo prático
Chuveiro de 5500 W em 220 V → corrente de projeto ≈ 25 A. Cabo de 4 mm² (admissível acima de 25 A). Disjuntor: 25 A ou 32 A comercial, curva B (carga resistiva).