Geração Brasil81,9 GW Hidráulica62% Eólica25% ONS 01:27
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Dimensionamento

Como escolher o disjuntor certo para cada circuito

Corrente nominal, curva de disparo e capacidade de interrupção — o que considerar antes de fechar o quadro.

O disjuntor protege o fio, não o aparelho

Regra número um: o disjuntor existe para proteger o condutor contra sobrecarga e curto-circuito — não para proteger o equipamento ligado nele. Por isso a escolha começa pela bitola do cabo já definida, não pelo aparelho.

1. Corrente nominal (In)

A corrente nominal do disjuntor deve ficar entre a corrente de projeto do circuito e a corrente admissível do condutor: Ib ≤ In ≤ Iz (Ib = corrente de projeto, In = nominal do disjuntor, Iz = admissível do cabo). Na prática, arredonde para o disjuntor comercial imediatamente acima da corrente calculada, sem ultrapassar o que o cabo aguenta.

2. Curva de disparo

Curva B para cargas resistivas (iluminação, chuveiro, tomadas em geral), curva C para cargas com pico de partida (motores, compressores, ar-condicionado). Veja a tabela de curva B × C para comparar.

3. Capacidade de interrupção

É a maior corrente de curto-circuito que o disjuntor aguenta desarmar com segurança, sem soldar os contatos. Para instalações residenciais comuns, 3 kA ou 4,5 kA costuma bastar; entradas maiores ou próximas do transformador exigem valores maiores, calculados pela corrente de curto disponível no ponto.

Exemplo prático

Chuveiro de 5500 W em 220 V → corrente de projeto ≈ 25 A. Cabo de 4 mm² (admissível acima de 25 A). Disjuntor: 25 A ou 32 A comercial, curva B (carga resistiva).

Conteúdo educativo baseado na NBR 5410. Não substitui a leitura da norma vigente nem a responsabilidade técnica de um profissional habilitado. Veja o guia completo da NBR 5410 para o panorama de todos os temas.