Três categorias, três lógicas diferentes
A NBR 5410 exige que iluminação, tomadas de uso geral e equipamentos de uso específico fiquem em circuitos separados — não é burocracia, é proteção: cada categoria tem um comportamento de carga diferente, e misturá-las deixa um disjuntor dimensionado para uma delas mal ajustado para a outra.
Iluminação
Corrente baixa e previsível, mas se o circuito desarmar, o ambiente fica sem luz — num circuito misto, um curto numa tomada apagaria as luzes junto. Separar iluminação garante que um problema na tomada não deixe o cômodo no escuro.
TUG — Tomadas de Uso Geral
Tomadas comuns, sem carga fixa definida (o que for plugado nelas varia). A norma define uma carga mínima por tomada conforme o cômodo e o perímetro, usada para dimensionar o circuito mesmo antes de saber o que vai ser ligado nele.
TUE — Tomadas de Uso Específico
Equipamentos com potência fixa e conhecida — chuveiro, forno, ar-condicionado, bomba, torneira elétrica. Cada TUE relevante (acima de 10 A, como regra prática) merece seu próprio circuito exclusivo, dimensionado exatamente para aquela carga, sem dividir com mais nada.
Por que não misturar
- Um circuito dimensionado para o chuveiro (25-32 A) com disjuntor grande demais deixa tomadas comuns mal protegidas se ligadas junto
- TUGs em excesso no mesmo circuito de iluminação sobrecarregam um circuito pensado para corrente baixa
- Separar facilita manutenção: um problema num TUE não derruba a iluminação nem as tomadas do resto da casa